domingo, 3 de dezembro de 2017

Confidência

Cheguei um  momento em minha vida e percebi que não tenho um confidente. Nem mesmo o travesseiro recolhe minhas confidências, ou minhas lágrimas ou meus queixumes.
Será que quanto mais velha mais solitária, mais independente, mais isolada? Será que quanto mais consciente de mim mesma mais inerte, refratária ou quem sabe indiferente??? Não sei.
Meus sonhos tem sido meus reveladores.  Essa noite sonhei com meu marido..... pela bilionária vez revendo um ralacionamento que não deu certo.... porque mesmo? Tantos motivos.... Mas o que fica em mim depois do sonho é  a certeza da minha sensação de desprotecao.  Aí, acordo me lembro do sonho, durmo de novo.
E volto a sonhar com o outro marido (aquele que não foi marido) e no meio de muita confusão, pois tinha até terrorismo no sonho, me vejo no sonho abraçados a ele, meio que encolhida e dizendo: "vc não percebe que tudo que preciso e só desse abraço, dessa sensação de estar  protegida?" E me assusto com minha própria revelação e acordo.  Atordoada comigo mesma.  Atordoada com a descoberta. 
Atordoada por ouvir da minha própria boca que me sinto tão tão desprotegida...
Vivendo a aprendendo.
Vivendo e me conhecendo.
Ainda me surpreendendo
E não tenho com quem conversar sobre isso.
Na verdade, nem sei se quero conversar sobre isso.
Mas precisava, de alguma forma, compartilhar isso.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Ainda estou por aqui

Mais uma vez sem saber explicar, mas ainda estou por aqui

Sobre alegria e esperança!


De repente vc percebe que o sorriso não nasce mais toda hora  canto da boca, que​ a gargalhada não explode mais na garganta e que seus olhos fitam o vazio. A pergunta é imediata: porque? Será tristesa, preocupação, são as contas que não estão pagas, a idade que está chegando, não... Não... Então perdi algum coisa, a memória anda cansada mesmo! O que será que perdi além do sorriso, da gargalhada, da espontânea vontade de andar sair ver o mundo estar junto do povo de ver gente  comprar bugigangas, comer porcarias, correr atrás do ônibus, xingar no trânsito, tropeçar nas pedras da calçada, não conseguir ler os letreiros e ficar  adivinhando palavras... Já sei, perdi a coragem... Bobagem! Até mesmo os covardes podem sorrir, ficar alegres, viver a vida...
Então a pergunta de novo, porque? E aparece a resposta no cantinho do coração: perdi minha melhor amiga, minha companheira única e inseparável de todos os momento a esperança! Mas ela morreu? Ela não é a última a morrer? Descobri que não. Ela é a penúltima. Quando ela morre, estamos nos preparando para ir depois dela.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Ontem revi pessoas queridas em um lugar muito especial. Lembrei de momentos únicos.

Entendi mais uma vez que a vida neste planeta é um eterno circulo. Uma mandala de muitas facetas exuberantes que devemos examinar todo dia e redescobrir, nas mesmas facetas,  as diferenças no nosso modo de examinar

Obrigado Criador. Por sempre temos uma nova chance.
(1 março 2015)

Revisando...

Pensando na vida ...nas perdas e ganhos.
Um dia perdi  um amor e descobri que amar vale a pena.
Um dia perdi um amigo e descobri que amigos são diferentes de amizades.
Um dia perdi meu trabalho e descobri a oportunidade de conhecer melhor minhas habilidades e aptidões.
Um dia perdi a visão e aprendi a ver a vida sob outro foco.
Um dia perdi parte da saúde e descobrir que viver é só um momento.
Agora entendo que perder é nossa grande chance de ganhar.
Ao invés de chorar minhas perdas, aprendi a procurar onde está o ganho.
(1 março 2015)

terça-feira, 23 de agosto de 2016



Quando me olho no espelho, como fiz hoje, de corpo inteiro e vejo uma figura tão diferente da minha, entendo que estou vendo meu passado. Quando encaro de frente essa nova pessoa, vejo de frente meu futuro. Vejo o desconhecido. Não tenho noção da nova figura que aparecerá amanhã. Mas conheço cada pedaço da pessoa que está dentro dela. Conheço cada minuto da existência da pessoa que habita este novo corpo, essa mova aparência.
Difícil lembrar todas as passagens, todos os obstáculos todas as vitorias, todos os crimes, todas as benevolências, todo o amor ou todo o ódio. Difícil lembrar de tudo, de todas as historias.. Mas esse não lembrar de tudo faz parte da generosidade da vida. Nossa mente esquece e nosso cérebro arquiva quase tudo. O que importou e o que não importou. O que serviu e o que não serve mais. Nosso coração lembra nitidamente se foi feliz ou não. Nossos órgãos sabem se fomos gratificados ou não. Nossa circulação sabe se a segurança existiu em alguns momentos ou se nunca apareceu para nos dar bom dia.
Difícil. Olhar no espelho hoje significa o futuro mas também significa o passado Então entendo que o melhor que tenho é o presente. Não consigo lembrar de tudo do ontem e não sei como será o amanhã. Mas posso imaginar e praticar o hoje. O que serei hoje? O que me permitirei ser hoje. Talvez nada. Quem sabe muita coisa se não para mim, para alguem.
Tudo é mais difícil, mas tudo tornou-se mais fácil. As dificuldades são maiores, mas as saídas mais rápidas. A vida então torna-se um paradoxo quando avançamos nela. Temos todas as escolhas feitas como exemplo para as novas  que vamos fazer. Mas elas nem sempre serão bons exemplos. Isso significa que ainda estou aprendendo. E isso é muito bom. Aprender. Apreender. Aprender a não prender. Aprender a soltar, pois é essa a única maneira de se aprender a aceitar o ser ou não ser. Ter ou não ter. Falar ou calar. Estar ou não estar.

Se importar com o que realmente for importante. Mas primeiro saber a diferença. Diferença.  


Quando me olho no espelho, como fiz hoje, de corpo inteiro e vejo uma figura tão diferente da minha, entendo que estou vendo meu passado. Quando encaro de frente essa nova pessoa, vejo de frente meu futuro. Vejo o desconhecido. Não tenho noção da nova figura que aparecerá amanhã. Mas conheço cada pedaço da pessoa que está dentro dela. Conheço cada minuto da existência da pessoa que habita este novo corpo, essa mova aparência.
Difícil lembrar todas as passagens, todos os obstáculos todas as vitorias, todos os crimes, todas as benevolências, todo o amor ou todo o ódio. Difícil lembrar de tudo, de todas as historias.. Mas esse não lembrar de tudo faz parte da generosidade da vida. Nossa mente esquece e nosso cérebro arquiva quase tudo. O que importou e o que não importou. O que serviu e o que não serve mais. Nosso coração lembra nitidamente se foi feliz ou não. Nossos órgãos sabem se fomos gratificados ou não. Nossa circulação sabe se a segurança existiu em alguns momentos ou se nunca apareceu para nos dar bom dia.
Difícil. Olhar no espelho hoje significa o futuro mas também significa o passado Então entendo que o melhor que tenho é o presente. Não consigo lembrar de tudo do ontem e não sei como será o amanhã. Mas posso imaginar e praticar o hoje. O que serei hoje? O que me permitirei ser hoje. Talvez nada. Quem sabe muita coisa se não para mim, para alguem.
Tudo é mais difícil, mas tudo tornou-se mais fácil. As dificuldades são maiores, mas as saídas mais rápidas. A vida então torna-se um paradoxo quando avançamos nela. Temos todas as escolhas feitas como exemplo para as novas  que vamos fazer. Mas elas nem sempre serão bons exemplos. Isso significa que ainda estou aprendendo. E isso é muito bom. Aprender. Apreender. Aprender a não prender. Aprender a soltar, pois é essa a única maneira de se aprender a aceitar o ser ou não ser. Ter ou não ter. Falar ou calar. Estar ou não estar.

Se importar com o que realmente for importante. Mas primeiro saber a diferença. Diferença.