quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Trabalhando... em 2008


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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

AINDA SOMOS EMOCIONALMENTE INFANTIS

1. PADRÕES EXISTENCIAIS ADQUIRIDOS.
Todos os seres humanos, desde a sua primeira hora de vida sensorial, ou melhor, a partir do momento em que o cérebro do feto adquire identidade própria, começa a receber instruções de sobrevivência. É importante lembrar que o cérebro se forma a partir de uma única primeira célula, assim como todo o restante do corpo humano e que portanto a segunda célula estará aprendendo com a primeira como deverá se comportar, e assim por diante. Todo esse sistema de aprendizado vem da inteligência divina existente em cada partícula viva do universo. Felizmente não temos o conhecimento do que é nem como funciona essa partícula, mas sabemos da infinidade de possibilidades existente para sua compreensão. É a partir desta ideia de inúmeras possibilidades que vamos trabalhar com os conflitos existenciais emergentes nos seres humanos.

Vamos imaginar que um ser em formação a partir de uma única célula começa a aprender de forma intrínseca como se formar e como sobreviver. Até hoje a medicina se pautou nos princípios fisiológicos, esquecendo os emocionais que também estavam em desenvolvimento, afinal de contas é um ser “humano” que está em preparação, um animal diferente dos outros pois é constituído de psique, ego, superego, consciencia, subconsciência, superconsciência, ou melhor de uma série de atributos mentais completamente diferentes dos outros animais que nos laboratórios serviram como referência para o estudos dos seres humanos. Impossível acreditarmos que todas as teorias fisiológicas dos seres humanos foram baseadas em experiências com animais diferentes do humano, e portanto, diferentes em seus resultados.

O feto logo em seus primeiros meses de vida começa a receber informações sensoriais do corpo da mãe. Informações essas que vão nortear seu aprendizado fisiológico, emocional e psicomotor. Ainda na barriga da mãe o bebê já está aprendendo a, além de desenvolver seus órgãos internos, também como serão suas defesas externas. Esse aprendizado é baseado nas informações emocionais da mãe (alegrias, desejos, medos, estímulos mentais) e que independem da vontade dela. Se a mãe foi uma criança com determinados padrões relativos à gravidez e parto, esses mesmos padrões já estão sendo transmitidos ao feto de forma intrínseca e sensorial.

O QUE É INTRÍNSECO E SENSORIAL
Intrínseco porque é inerente, inseparável, essencial, e sensorial porque os serem humanos são basicamente sensoriais. Toda comunicação do ser humano (na verdade de todos os seres vivos) é feita através de seus sensores, de seus sentidos (tato, olfato, paladar, audição, visão, atenção circundante, e milhares de outros). O cérebro é formado por massa encefálica e neurônios....sensores....ativadores sensoriais.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Por um Dia Somente




"Por um dia somente, poderemos fazer o que quisermos. Portanto, hoje vamos perder o medo da vida e o medo da morte, enfim, o medo de sermos felizes, a fim de gozarmos a alegria de cada minuto de harmonia, beleza, paz e saúde que nos seja concedido.

Apenas por hoje, vamos viver um só dia, esquecendo o ontem e o amanhã, não procurando resolver imediatamente todos os problemas da vida. Lincoln disse que o homem é exatamente tão feliz quanto queira sê-lo. Vamos resolver ser felizes, só por hoje, ajustando-nos à nossa família, nossa realidade, nossa profissão, nosso destino. Reformar o mundo para ajustá-lo ao nosso gosto é impossível e essa aspiração não é saudável. Se não podemos ter aquilo que gostamos, talvez possamos gostar daquilo que temos.

Portanto, só por hoje, vamos ser amáveis, compreensivos, alegres, carinhosos; vamos ser o melhor que pudermos, vestir o melhor possível, caminhar tranqüilamente, elogiar as pessoas pelo que fazem ao invés de criticá-las pelo que não podem fazer. E se encontrarmos alguma falha, vamos perdoar e esquecer.''



Pergunta Guia: Hoje, só por hoje, por um dia somente, você consegue se sentir feliz, independentemente de tudo o que acontece fora de você?

O Grande Homem


-        Mantém o seu modo de pensar, independentemente de opinião pública.
-        É tranqüilo, calmo e paciente.
-        Não grita nem se desespera.
-        Pensa com clareza, fala com inteligência e vive com simplicidade
-        É do futuro e colhe lições do passado, vivendo no presente
-        Sempre tem tempo.-
-        Não despreza nenhum ser humano.-
-        Causa a impressão dos vastos silêncios da natureza: o céu, o oceano, o deserto.-
-        Não é vaidoso
-        Como não anda à cata de aplausos, jamais se ofende.
-        Possui sempre mais do que julga merecer
-        Está sempre disposto a aprender, mesmo com as crianças
-        Trabalha pelo prazer do trabalho e não só pela recompensa material
-        É insensível ao louvor e à censura alheia; ouve apenas sua consciência.
-        Ama, sofre, pensa, raciocina, compreende.
-        O que você possui: dinheiro ou posição social, nada significa para ele; só lhe importa o que você é
-        Despreza a própria opinião tão depressa quanto verifica que está errada.
-        Não respeita usos estabelecidos e venerados por espíritos tacanhos; respeita somente a verdade.
-        Tem mente de homem e coração de menino
-        Conhece-se a si mesmo, tal qual é, e conhece a Deus.

O Viajante


O viajante estava numa longa jornada. Uma manhã ele notou que tinha escolhido um caminho que estava ficando muito estreito e difícil de prosseguir. Percebendo que tinha tomado o caminho errado ele decidiu perguntar à próxima pessoa que ele encontrasse se esse era o caso. Logo ele entrou numa clareira e viu um homem muito velho sentado. O viajante apressou-se para chegar até ele e disse: “Por favor estou viajando ao longo desse caminho a manhã inteira e ele tornou-se muito estreito. Você pode me dizer se estou indo na direção certa?”
O velho respondeu muito suavemente: “Você está no caminho certo. Continue andando. Mas pegue tudo o que você encontrar antes de cruzar o rio”. O viajante ficou confuso – o que o velho homem queria dizer com isso? Mas nenhuma outra explicação veio dele e assim ele continuou.
No final da tarde, o viajante cansado após uma curva da estrada encontrou-se na beira de um rio. À medida que começou a andar para o outro lado, as palavras do velho ecoaram na sua mente. Ele parou, olhou em volta, mas apenas notou árvores, arbustos e pedregulhos. Nada de valor. Com indiferença, ele pegou algumas pedras, colocou-as no bolso e continuou atravessando o rio.
Depois de atingir a outra margem, o viajante caminhou com muita dificuldade e sem uma direção definida através de uma densa floresta, até descobrir um novo caminho. Ele estava muito cansado para continuar e começou a acender o fogo. Quando ele se ajoelhou, alguma coisa dura espetou a sua coxa e ele lembrou das pedras em seu bolso. “Aquele velho maluco”, o viajante pensou consigo mesmo. “Eu não sei porque carreguei essas pedras por aí”. No entanto, quando ele levantou seu braço para jogá-las fora, um brilho colorido atingiu seus olhos. Ele olhou mais de perto.
“Não pode ser!”, falou. Com a luz da lua agora brilhando nas pedras, o viajante pode ver que os objetos que ele segurava não eram apenas pedras. Eram diamantes, rubis, safiras e esmeraldas! A sujeira das pedras, pensou, deve ter sido lavada quando cruzei o rio. Ao mesmo tempo surpreso e triste, o viajante tomou consciência de que se tivesse pego mais pedras antes de cruzar o rio nunca mais teria que se preocupar com dinheiro. Mas não dava pra voltar agora. O viajante sabia que nunca encontraria o caminho. Neste exato momento, ele fez uma promessa a si mesmo. Daqui pra frente, sempre procurarei ver a real natureza de qualquer coisa antes de julgá-la.


Perguntas-guia: Que significado essa estória tem para você?
Você já fez um julgamento equivocado de alguém ou de alguma coisa?

que aconteceu?

O Bambu



A suave brisa foi transformando-se em ligeiro vento, que foi aumentando. O mar que havia permanecido tranqüilo se levantou em enormes ondas. Então ventos fortes arrancaram as árvores rígidas que foram submersas pela maré e condenadas a permanecerem no fundo do oceano.

O temporal havia devastado a ilha que outrora estivera coberta de palmeiras. A desolação fez com que as aves emigrassem para terras distantes, onde construíram seus novos ninhos.

Quando algumas árvores rígidas chegavam a uma certa altura, a fúria dos ventos e a força das ondas, as arrancavam e as destroçavam.

O tempo trouxe à ilha uma nova semente, que ao brotar aprofundou sua raiz, firmando-se fortemente na terra; em seguida o talo se dirigiu à superfície, crescendo forte e flexível. Nem o vento nem a maré, por mais ferozes que fossem, conseguiam arrancá-la.

Assim, uma nova semente fez com que a vida voltasse à ilha, a semente da flexibilidade.



Pergunta Guia:

Na resolução de seus problemas diários,você se vê como uma árvore forte e rígida que "aguenta" tudo, ou como um fino, firme e flexível bambú?


  

Caminhada


A subida para o alto da montanha foi trabalhosa. Estava vestido com roupas rudes, bota, facão na cintura e uma corda e ganchos de alpinista


Atravessei um riacho nadando.  Barrancos, pássaros e cheiro de terra molhada. A caminhada continuou.  Chegando ao alto da montanha, dei o facão a um  sábio e perguntei-lhe sobre o sentido da vida. Ele respondeu que o sentido da vida era o Amor. Então ele deu-me um quadro que o simbolizava, para eu lembrar sempre do Amor. No quadro havia dois sóis pintados: o sol nascente e o poente. A moldura do quadro era rústica feita de galho. Olhando os detalhes via melhor o quadro de longe. De perto não dava para ver o conjunto.
Na descida conversei com 3 árvores: 1) A árvore do Mistério era muito comprida e só tinha folhas nas pontas, no alto. Perguntei-lhe qual era o mistério da vida; ela disse que era concentrar-se na captação da energia com todas suas forças, a energia do Sol-amor. 2) A árvore do Conhecimento (Sabedoria) era uma Peroba de tronco forte e folhagem verde. Ela disse que a sabedoria era viver o Amor e conviver com as árvores do Mistério e da Transformação e em harmonia com o ambiente.

3) A árvore da Transformação, uma mangueira muito frondosa com frutos amarelas e doces, disse que seu segredo era receber o que o ambiente lhe dava; estar aberta para receber o que o ambiente tinha para oferecer; que da terra recebia a água e os minerais e do sol a energia que a faziam transformar tudo em frutos doces.



Pergunta Guia: Qual dos dois sois você prefere admirar? Você está disposto a acordar bem cedo para ver o sol nascente, ou se conforma somente com o poente? É somente na descida das ladeiras que podemos encontrar as 3 árvores?

As Lagartas


Um tipo de lagarta chamada processionária se alimenta de agulhas de pinheiro. Elas se movimentam como um desfile ondulante através dos ramos do pinheiro, uma atrás da outra, cada uma colada à cauda da que vai na frente. Jean-Henri Fabri, um conhecido naturalista francês decidiu fazer um experimento com um grupo dessas lagartas. Pacientemente, atraindo-as para a boca de um grande vaso de flores, ele conectou a primeira lagarta à última, formando um cortejo circular encrespado que não tinha começo nem fim. Ele esperava que os insetos fossem perceber a brincadeira, se cansar da marcha sem fim e sair para alguma outra direção. Mas isso não aconteceu: pela pura força do hábito, elas circularam a borda do vaso de flores por sete dias e sete noites.

Um grande suplemento de comida estava perto e à mão e totalmente visível, mas ele estava fora do alcance do limite auto-imposto das lagartas. Percebendo que as criaturas não parariam ou se redirecionariam, mesmo em face da fome extrema, Jean-Henri, gentilmente, quebrou a cadeia e conduziu a procissão faminta para o alimento e a água que estavam próximos.

Perguntas-guia: Por que as lagartas não saíram da fila para comer?

Elas confundiram atividade com realização?

Você pensa que há alguma área na sua vida onde você pode estar circulando como uma lagarta?





Vera Lucia Eleone
Psicoterapeuta- Psicanalista Clinica

(21) 3283-1510 / 9667-8823