sábado, 6 de janeiro de 2018

As Duas Sementes


Na primavera, uma jovem senhora semeou o seu jardim. Duas sementes acabaram sendo enterradas, uma ao lado da outra. A primeira semente disse para segunda: “Pensa como será divertido, vamos crescer, nossas raízes irão fundo no solo e, quando elas estiverem fortes, vamos brotar da terra e nos tornar lindas flores para todo mundo ver e admirar!
A segunda semente ouviu mas estava preocupada. “Isso parece legal”, ela disse, “mas a terra não está muito fria? Estou com medo de estender minhas raízes nela. E se alguma coisa der errado e eu não me tornar bonita? Então a senhora poderá não gostar de mim; estou com medo”.
A primeira semente, no entanto, não estava intimidada. Empurrou suas raízes para baixo na terra e começou a crescer. Quando suas raízes estavam fortes o suficiente, ela emergiu do solo como uma linda flor. A senhora inclinou-se cuidadosamente para ela e, orgulhosamente, mostrou a flor perfumada para todos os seus amigos. Mas enquanto isso a outra semente permanecia dormente. “Vamos lá”, a flor dizia todo o dia para a sua amiga, “está quente e maravilhoso aqui em cima no sol!
A segunda semente estava muito impressionada, mas permanecia amedrontada e, com insegurança empurrou uma raiz no solo. “Ai”, ela disse. Essa terra ainda está muito fria e dura pra mim. Eu não gosto dela. Prefiro ficar aqui na minha própria concha onde estou segura e confortável. Há muito tempo para me tornar uma flor”. Nada do que a primeira semente dissesse mudava a mente da segunda.
Então, um dia, quando a senhora estava fora, um pássaro faminto voou no jardim, ciscando o solo, procurando algo para comer. A segunda semente que estava logo abaixo da superfície, ficou com muito medo de ser comida. Mas aquele era seu dia de sorte. Um gato pulou do peitoril da janela e espantou o pássaro. A semente suspirou de alívio! E, neste momento, tomou uma importante decisão: É uma tolice desperdiçar meu curto tempo aqui na terra”, disse. “Vou seguir as minhas esperanças e sonhos de mudança em vez de meus medos”. Então, sem outro pensamento, a segunda semente começou a espalhar as suas raízes e também cresceu e se tornou uma linda flor.

Perguntas-guia: Você segue seus sonhos e esperanças ou segue seus medos?
Você já esteve em uma experiência em que teve que enfrentar seus medos para crescer?


A Viagem



Vamos falar de viagens.
De alguma forma de todas as viagens nós voltamos diferentes. Quando uma pessoa vai viajar, ela pode esperar algumas coisas com alguma certeza. Outras coisas, com toda certeza e outras coisas virão como surpresa. Outras ainda, colocarão o viajante em novos lugares, nunca encontrados antes, e ele se tornará então um pioneiro de si mesmo.

Todas as viagens são cheias de surpresas onde há mudanças de cenário e de pessoas, e momentos para crescimento.

Se o viajante é do tipo que se motiva com a busca da sabedoria, ele a procura em sua viagem, sabendo que poderá ultrapassar seus limites saindo de onde está.
Ele se empenha na preparação, em colher informações sobre a jornada a ser feita, sobre as condições do caminho, do clima e que tipos diversos de pessoas ele poderá encontrar. Da mesma forma, conversa com pessoas que retornaram de viagens semelhantes e se lembram de jornadas passadas. e principalmente do aprendizado que tiveram nelas.

Feitos então os preparativos, o viajante parte, excitado, percebendo cada mudança e detalhe no terreno... no clima... na vegetação... os hábitos dos animais... os costumes dos lugares que visita. Como é inevitável, põe todos estes fatores na malha de sua compreensão e que dali sairão como memórias, crescimento pessoal e reservas para o enriquecimento de sua vida.
Não importa o que você encontre ou ache, destas viagens você volta mais apto a experienciar o mundo de um jeito novo. Novos espaços e trilhas foram abertos, novas ferramentas descobertas pois você aprendeu a viver melhor e a vencer de uma forma que ainda não conhecia.
Arrume as malas com economia de espaço e movimentos, buscando maior conforto na viagem. E na volta, saberá que pode: 1) permanecer onde estava e apreciar sua participação naquele mundo antigo, agora já mudado e mais enriquecido; 2) ou talvez partir para novas viagens, aprendendo que mais caminhos podem ser aprendidos, infinitamente partindo... chegando... e partindo de encruzilhadas multiplicadas a cada fim ou começo, sem que exista um último degrau ou uma última encruzilhada.

E terá fundado uma sabedoria confiante e cuidadosa, transformada em ensinamentos úteis, histórias a serem contadas... pois nós somos os ancestrais do nosso futuro.Traduzido e adaptado do livro Practical Magic





Vera Lucia Eleone
Psicotrapeuta-Psicanalista Clínica

(021)3283-1510 / 9667-8823

sábado, 23 de dezembro de 2017

Minha Arvore deste Natal

🤶🏻 Cá estou eu de novo construindo minha árvore de Natal.  Desta vez ela é feita de um tronco de determinação, galhos de agradecimento e raiz de fé.
Nela estou pendurando os amigos verdadeiros, as amizades sinceras, os momentos de alegria e todas as experiências vividas neste ano.
Vou colocar tantas  lâmpadas quanto o amor que recebi. E vou deixa-la aqui ao meu lado me lembrando que Natal é renascimento. Natal é amar também.
Espero que vc também possa construir um bela árvore de Natal.
Boas festas!
Vera Eleone🌲

Sobre Erros e Acertos


Passamos anos nos culpando por algo que nem temos ideia do que seja.
Em verdade, nem sabemos que estamos nos culpando por algo. Só temos aquele sensação continuada de insatisfação, de  infelicidade.
Ficamos olhando nossa vida desmoronar toda hora  e não sabemos o que fazer, para onde ir, em qual local buscar ajuda. Estabelecemos um padrão de vida de auto expiação, de sofrimento, e de cobrança constante. Vemos a vida como um fardo a ser carregado.

Mas podemos refletir que em todo erro há acertos, assim como em todo os acertos  existem erros.

Podemos entender que somos falhos, que estamos em constante aprendizado e crescimento. Que mesmo que tenhamos uma coleção de erros, certamente também temos uma lista de acertos esperando.para serem aplaudidos, que precisam ser tão validados quanto os erros que vivemos e vivenciamos na nossa alma, que nos aprisionam em uma existência de dor, lágrimas, reclamações e sintomas.

A descoberta  de que “erro” foi esse poderá  nos salvar. Mas mesmo que nunca descubramos qual o erro que vem nos causando tanta dor, ao tomarmos consciência desse estado mórbido das nossas emoções e sentimentos, já estaremos dando o primeiro passo para o caminho do auto perdão. Auto perdão!!!
♤♡ Vera Eleone/dez2017

domingo, 3 de dezembro de 2017

Confidência

Cheguei um  momento em minha vida e percebi que não tenho um confidente. Nem mesmo o travesseiro recolhe minhas confidências, ou minhas lágrimas ou meus queixumes.
Será que quanto mais velha mais solitária, mais independente, mais isolada? Será que quanto mais consciente de mim mesma mais inerte, refratária ou quem sabe indiferente??? Não sei.
Meus sonhos têm sido meus reveladores.  Essa noite sonhei com meu marido..... pela bilionezina  vez revendo um ralacionamento que não deu certo.... porque mesmo? Tantos motivos.... Mas o que fica em mim depois do sonho é  a certeza da minha sensação de desprotecao.  Aí, acordo me lembro do sonho, durmo de novo.
E volto a sonhar com o outro marido (aquele que não foi marido) e no meio de muita confusão, pois tinha até terrorismo no sonho, me vejo no sonho abraçada a ele, meio que encolhida e dizendo: "vc não percebe que tudo que preciso e só desse abraço, dessa sensação de estar  protegida?" E me assusto com minha própria revelação e acordo.  Atordoada comigo mesma.  Atordoada com a descoberta.
Atordoada por ouvir da minha própria boca que me sinto tão tão desprotegida...
Vivendo a aprendendo.
Vivendo e me conhecendo.
Ainda me surpreendendo
E não tenho com quem conversar sobre isso.
Na verdade, nem sei se quero conversar sobre isso.
Mas precisava, de alguma forma, compartilhar isso.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Ainda estou por aqui

Mais uma vez sem saber explicar, mas ainda estou por aqui

Sobre alegria e esperança!


De repente vc percebe que o sorriso não nasce mais toda hora  canto da boca, que​ a gargalhada não explode mais na garganta e que seus olhos fitam o vazio. A pergunta é imediata: porque? Será tristesa, preocupação, são as contas que não estão pagas, a idade que está chegando, não... Não... Então perdi algum coisa, a memória anda cansada mesmo! O que será que perdi além do sorriso, da gargalhada, da espontânea vontade de andar sair ver o mundo estar junto do povo de ver gente  comprar bugigangas, comer porcarias, correr atrás do ônibus, xingar no trânsito, tropeçar nas pedras da calçada, não conseguir ler os letreiros e ficar  adivinhando palavras... Já sei, perdi a coragem... Bobagem! Até mesmo os covardes podem sorrir, ficar alegres, viver a vida...
Então a pergunta de novo, porque? E aparece a resposta no cantinho do coração: perdi minha melhor amiga, minha companheira única e inseparável de todos os momento a esperança! Mas ela morreu? Ela não é a última a morrer? Descobri que não. Ela é a penúltima. Quando ela morre, estamos nos preparando para ir depois dela.